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Mostrando postagens de 2012

A minha Teoria da Relatividade

Física nunca foi o meu forte e minha curiosidade sobre físicos e matemáticos ficava restrita ao Galileu Galilei, mais por causa da astronomia do que qualquer coisa. Nunca fui grande fã do Einstein e não saberia explicar a tal Teoria da Relatividade nem se minha vida dependesse disso, envergonhando todos os professores de física que eu já tive durante meus nove anos de ensino básico. Mesmo que esse post não tenha nada a ver com Einstein, ele tem tudo a ver com relatividade, porque eu descobri que essa palavra coordena a minha vida nos mais diversos sentidos. Eu descobri que eu sou regida pela lei dos pontos de vista e das várias verdades, na qual tudo é relativo.

Shiloh Nouvel, a Mulher Livre

Há algum tempo atrás, minha mãe me mostrou uma notícia que falava sobre a filha de Brad e Angelina, Shiloh. Apenas por existir essa menina é notícia, mas o que vinha chamando a atenção da mídia era o modo que a menina de três anos (na época) se vestia. Ela usava o cabelo cada vez mais curto, roupas cada vez mais masculinas e, aquilo que a notícia gritava, queria ser chamada de John pelas pessoas ao seu redor. Um tablóide americano ainda foi mais longe, afirmando que Angelina é quem estava transformando a filha em um menino. Quando perguntada, Jolie disse não se preocupar com a sexualidade da filha e que também teve uma fase em que gostaria de ser menino e que se vestia como um. Minha pergunta é: porque essa notícia é tão bombástica? E a de vocês deve ser: o que teria a filha de Brangelina a ver com o termo "Mulher Livre"? Eu afirmo que tudo.

Meus Personagens estão nas Ruas

Se alguém me perguntasse onde está a minha inspiração para criar personagens, eu saberia exatamente o que dizer. Eu diria que está nas ruas, nas minhas salas de aula, nos meus amigos, no meu namorado, nos meus pais e, principalmente, em mim mesma. Não adianta dizer que o personagem surge pronto na nossa cabeça, porque cada detalhe dele é criado pela nossa consciência criativa de acordo com coisas vistas no nosso dia a dia. Se eu pegar uma personagem minha e começar a desmembrá-la, posso dizer exatamente de onde tirei cada caracteristica dela porque tais caracteristicas vêm de coisas que eu vi em pessoas que eu admirei ou apenas cruzei nas ruas. Sim, a base da minha inspiração vem principalmente de pessoas que eu vi apenas uma vez, que eu nunca conversei e das quais eu não sei absolutamente nada. Muito mais liberdade para acrescentar coisas de conhecidos.

Curiosidade Eterna: o processo de escrita

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Eu nunca estive em um encontro com autor ou entrevistas coletivas com autores, coisa que normalmente acontece nas bienais do livro ou encontros de literatura. Meu conhecimento sobre os autores da minha região é mínimo, então eu nunca frequentei esse tipo de evento. Mas se eu tivesse a oportunidade de conversar com meus autores favoritos, eu certamente perguntaria como acontece o processo criativo deles. Não sei se essa é a melhor nomeação para a coisa, mas minha curiosidade sobre como as situações se delineiam na cabeça de autores de livros de ficção é incrivelmente grande. Eu também perguntaria sobre inspiração, porque isso faz parte do processo, mas a inspiração não me interessa tanto quanto o processo de escrita e qual a estratégia dos autores de colocar isso no papel.

O problema da convivência.

Um amigo disse a seguinte frase numa tarde dessas: “não há amor que resista a convivência” e eu, mais do que prontamente, completei: “esse é o meu medo”. Eu nunca gostei da convivência, sempre tentei evitar encontrar um parceiro todos os dias, trabalhar com ele, estudar com ele, porque eu sei que eu enjoaria da pessoa, diria coisas que eu não queria e poria em risco a relação. Eu dou razão ao meu amigo, mas ao mesmo tempo fico pensando no futuro. Será verdade mesmo, que uma relação começa a acabar quando a convivência começa?

A Summer da Vida Real

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O filme 500 Days of Summer só foi fazer parte da minha vida em 2011, depois que eu me rendi à ideia e resolvi voltar a assistir filmes que não fossem muito especiais para mim. Joseph Gordon-Levitt é uma gracinha e só a presença dele já renderia um plus para o filme, mas Zooey Deschanel ainda fazia parte do elenco com aquela franja incrível e um figurino invejável. A trama é original e nunca antes eu tinha me deparado com esse tipo de tema, o que apenas me deixou pensando no filme por mais tempo do que eu deveria dedicar a uma comédia romântica para passar o tempo. Acontece que eu percebi que existiam pessoas como a Summer no mundo real e uma delas era eu.

Antiga Casa na Rua de Baixo

Eu nunca vou me esquecer da primeira vez em que eu quis escrever uma história sobre vampiros. Eu tinha treze anos, nunca tinha lido Anne Rice ou Bram Stoker e Meyer não tinha tido sua brilhante ideia ainda. Minha casa tinha sido recém reformada e isso tinha me proporcionado um quarto no segundo andar... Era um mundo completamente novo. Não vou exagerar, mas aquela reforma foi um marco na minha vida porque antes, minhas janelas apenas mostravam os muros cinzentos que nos separavam da casa dos vizinhos. Depois da reforma, eu passei a enxergar morros, as ruas de baixo e muitas árvores. Eu sempre gostei do verde e acordar com aquela visão me deixava inspirada. Porém, não era a visão do verde que me fez querer escrever uma história sobre vampiros.